terça-feira, 14 de setembro de 2010

A DILMA DO MARANHÃO

29 de agosto de 2010 | 0h 00
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Comentários 27EmailImprimirTwitterFacebookDeliciousDiggNewsvineLinkedInLiveRedditTexto - + Eugênia Lopes / TEXTOS e Andre Dusek/ FOTOS - O Estado de S.Paulo
Passava das duas horas da tarde de quarta-feira, quando a governadora do Maranhão e candidata à reeleição, Roseana Sarney (PMDB), desceu de um helicóptero imaculadamente branco na pequena e empoeirada Nina Rodrigues, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes a 175 quilômetros de São Luís. Era mais um dia da opulenta campanha da peemedebista - que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, como seus principais cabos eleitorais.


Numa espécie de clonagem, toda a campanha e os programas eleitorais de televisão de Roseana são muito parecidos com os de Dilma. Assim como a petista, a governadora é apresentada como "guerreira". A cor predominante também é o vermelho. "É coincidência", diz Roseana, que contratou o marqueteiro Duda Mendonça como consultor de campanha. A de Dilma é tocada pelo publicitário João Santana.

Mais do que Dilma, a presença de Lula é ostensiva na campanha. "Sou Dilma, sou Roseana", diz Lula, logo na abertura do programa, fazendo as vezes de apresentador. "Vote Dilma presidente, Roseana governadora", emenda o presidente. "Roseana e Dilma muito me ajudaram. Peço ao povo do Maranhão para eleger Dilma presidente e Roseana governadora." Lula também pede voto para a reeleição do senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB), de quem diz ser muito amigo, e para João Alberto (PMDB), outro aliado da família Sarney que disputa o Senado.

Estado com os piores índices sociais do País e sob o comando da oligarquia dos Sarney há quatro décadas, o Maranhão simplesmente ignora as denúncias contra o clã. À exceção de um candidato do PSOL ao Senado, Paulo Rios, ninguém fala dos escândalos envolvendo o patriarca, senador José Sarney (PMDB-AP), e a própria Roseana - há duas semanas, por exemplo, o Estado revelou que documentos nos arquivos do Banco Santos indicam que a governadora e seu marido, Jorge Murad, simularam em 2004 um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior. "Eles (os Sarney) são iguais a índio: inimputáveis", diz José Reinaldo (PSB), ex-governador e ex-aliado dos Sarney.

Contrastes. Mal o helicóptero que carregava Roseana aterrissa em Nina Rodrigues e duas centenas de crianças correm numa espécie de coreografia ensaiada para abraçar e beijar a governadora. A candidata veste calça jeans skinny, blusa estampada de grife, tênis vermelho e boné da mesma cor, com o símbolo do PMDB. De adereço, só um brinco em forma de estrela, com pequenos pontos dourados.

Momentos antes de sua chegada, um caminhão-pipa molha as ruas de terra numa tentativa infrutífera de aplacar o calor e baixar a poeira. Uma estrutura de campanha exuberante antecede a vinda da governadora: dezenas de utilitários de luxo - todos com enormes adesivos de Roseana ao lado de Lula e Dilma - carros de som, trio elétrico, fogos em profusão e seguranças.

Material com propaganda de candidatos dos 16 partidos que compõem a coligação de Roseana é fartamente distribuído pelas ruas da cidade. O aparato grandioso se repetiu em todos os três municípios visitados, na quarta-feira, por Roseana, numa jornada que se estendeu das duas da tarde até as 22h30. Realidade bem diferente vivem seus adversários. Sem dinheiro, Jackson Lago, do PDT, e Flávio Dino, do PC do B, fazem uma campanha bem mais modesta.

Traição. Além dos recursos escassos, Lago convive hoje com a traição de prefeitos de seu partido que se bandearam para o lado de Roseana. Para receber a governadora em Nina Rodrigues, a prefeita Iara Quaresma, do PDT, decretou feriado na cidade: nem escolas nem serviço público funcionaram na quarta-feira. A adesão da pedetista à governadora do PMDB teve um preço: a promessa de construção da ponte que ligará o município a São Benedito do Rio Preto. "Votei no Jackson na eleição passada, mas quem trouxe obras para o município foi a Roseana. Meu sonho é essa ponte, e ela prometeu que vai fazer", diz Iara, ao justificar o voto na peemedebista.

Seis horas mais tarde, em Itapecuru Mirim, cidade com cerca de 90 mil habitantes, o vereador Biné dos Picos, do PDT, também dava desculpa semelhante para votar em Roseana.

"Represento um povoado de 17 mil habitantes, que ganhou uma praça, uma escola de segundo grau e água encanada para 600 famílias desde que a Roseana voltou para o governo. Hoje, ela prometeu reformar a rodoviária do povoado", conta Biné, que levou 150 pessoas em quatro ônibus para ajudar a encher a Praça Gomes de Souza, bem em frente à Prefeitura de Itapecuru.

Em suas andanças na quarta-feira, Roseana ouviu apenas uma crítica. Foi em Vargem Grande, município de 50 mil habitantes, onde candidatos a deputado aproveitaram o comício para reclamar do sistema de abastecimento de água da cidade. "Ainda existe uma dificuldade imensa de água na torneira", critica Fábio Braga, do PMDB. "Fiquei fora sete anos e ninguém se incomodou com o problema de água aqui", contrapõe Roseana.

"Desgoverno". Todas as mazelas do Maranhão são debitadas aos últimos sete anos em que a família Sarney esteve fora do poder. Nem parece que o Estado foi praticamente governado nas últimas décadas pelo clã, aí incluída a própria Roseana, que comandou o Maranhão entre 1994 e 2002. Ao deixar o governo, ela elegeu seu sucessor, o então vice-governador José Reinaldo, hoje adversário ferrenho dos Sarney. A hegemonia só foi quebrada com Jackson Lago, que ficou de janeiro de 2007 a abril de 2009 no governo do Estado.

É só subir no palanque e governadora começa a atacar os "sete anos de desgoverno" e a repetir suas realizações nos últimos 16 meses em que está no comando do Estado. Até a descoberta de gás em Capinzal do Norte pela OGX, do empresário Eike Batista, vai parar na conta das benfeitorias de um ano e quatro meses de Roseana à frente do governo maranhense.

A pouco mais de um mês das eleições, ela conta hoje o apoio da maioria esmagadora dos 217 prefeitos de Maranhão. E desta vez, segundo seus próprios adversários, não são apenas cidadezinhas do interior. Dos dez maiores municípios do Estado, cinco trabalham por sua reeleição.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Horário eleitoral extra

Na última quarta feira, dia 18 de agosto a edição de meio dia do telejornal DIA A DIA MARANHÃO, da TV Praia Grande, repetidora da Band no Maranhão e de propriedade de Manoel Ribeiro, protagonizou mais um capítulo da sua novela de puxa-saquismo para os políticos da familia sarney. Após o termino do horário eleitoral gratuito na tv, o DIA A DIA MARANHÃO imendou a propaganda pró Roseana, sob a desculpa de uma matéria sobre a inauguração de uma UPA. Dedicou quase um bloco inteiro para elogiar a atual governadora e candidata à reeleição. Tudo isso com direito a discurso por parte da candidata, no qual falava sobre as realizações de seu governo na área da saúde e da sua intenção de construir outras dezenas desses hospitais pelo Maranhão afora.Isso soa ao ouvido do eleitor como um ressonante pedido de voto. Quem já fez, está no final do mandato e diz que vai continuar fazendo, só pode está pedindo voto. No bloco seguinte foi a fez do próprio Manoel Ribeiro ser elogiado sob a desculpa de recebimento de uma homenagem do projeto golfinho. A TV Praia grande é uma das empresas de comunicação que faz a propaganda política mais descarada da familia Sarney no Maranhão. É de fazer inveja até à própria Mirante, de propriedade da famíla.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Um brasileiro chamado José"

Em documentário exibido na ultima semana de abril de 2010 sobre a vida política de José Sarney a TV Maranhense deu um show de desenformaçao e deserviço à população maranhense. Mostrou apenas a versão do coronel sobre suas relações com o poder no Maranhão e no Brasil em seus 50 anos de vida politica. Omitiu pontos básicas da biografia de sarney, como seu estrondoso patrimonio, que vai de ilha a castelo medieval, passando pela posse de 90 por cento das empresas de comunicação maranhenses e mais um consideravel conglomerado de empresas no Amapá. Ao mostrar sarney como "o homem que trouxe a democracia de volta aos brasileiros", o referido documentario comete no minimo uma fraude historica. Omite a relação direta de seu personagem com a ditadura militar. Todos sabemos que Sarney se tornou senador e governador do maranhão pelos braços da ARENA, partido oficial da ditadura; que Sarney se tornou presidente da república sem um voto dos brasileiros, ou seja, por um suposto fatalismo biológico que acometeu Tancredo neves dias antes de sua posse na presidencia. "Um brasileiro chamado José", nome dado ao documentario, é na verdade uma tentativa de limpar a biografia de Sarney diante da opiniao publica, ainda mais rabiscada com a recente onda de denuncias exibidas na imprensa nacional envolvendo ele mesmo, seus aliados e familiares, episodio que veio à tona com a mais recente crise do senado brasileiro. Acontece que essa tentativa pode jogar mais lama na biografia de "José", pois perpetua uma velha pratica sua de negar a propria biografia ou pelo menos de ocultar a parte mais contrangedora dela, como por exemplo sua verdadeira origem politica: A ditadura militar.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Caos na administração pública

segundo informações obtidas de ex-funcionários da prefeitura de São Vicente Férrer, localizado na baixada ocidental maranhense,a administração publica daquele município se encotra em estado de completo abandono. Funcionários não recebem seus salários há cerca de quatro meses.muitos desses funcionários estariam sendo obrigados a se demitir e a partir para São Paulo para trabalhar no corte de cana, devido a falta de opção de trabalho e à impossibilidade de arcar com suas necessidades financeiras básicas.O problema atinge também a saúde. faltam médicos, medicamentos e até mesmo alimentaçao para os pacientes.De acordo com denúncias feitas por moradores ,um médico, funcionário do unico hospital da cidade, estaria tirando dinheiro do proprio bolso para ajudar na compra de alimentação dos doentes. cabe ao ministério público investigar a fundo essas denuncias de desmando generalizado em São Vicente Ferrrer e descobrir o que é feito do dinheiro publico destinado àquele municipio.
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Entrevista com o Pr. Oséas Barbosa de lima 12:37, Posted by R. Serra, No Comment
Oséas Barbosa de lima é advogado,Filósofo, Pós graduado em teologia e professor. Pastor presidente da AMIBAN(Associação das missões batistas nacionais), foi fundador dos trabalhos da Igreja Batista nacional nos estados do Maranhão, Piauí e Pará. Fundou e dirigiu Várias intituições de ensino teológico e de evangelizaçao em diversos estados do Norte e Nordeste brasileiro. Atualmente dirige o CFM(Centro de Formação ministerial)sediado na Igreja Batista Nacional de São Luis da qual também é presidente. Nesta entrevista concedida no dia 16 de Março de 2010 ao blog do Serra, Pr. Oséas revela um pouco de sua trajetoria como ministro evangélico e fala de temas da atualidade, muitos dos quais bastante polêmicos.

Serra: Quem é Oséas, como o Sr. se define?

Pr. :Olha, eu sou uma pessoa normal. procuro ser o mais compreensivo possível, tolerante, sou uma pessoa que gosta de ajudar a todos,principalmente quem gosta de ser ajudado.

Serra: Como o Sr. avalia esses 40 anos de Batistas Nacionais no Maranhão?

Pr.:Valeu, principalmente porque eu já cheguei com alguma experiencia. Aprendí na Biblia que quem quem sai andando e chorando enquanto semeia, volta cantando e sorrindo com seus feixes... sabia que os primeiros anos seriam anos difíceis e de semeadura, por isso procurei semear muito. semeei o máximo que podia e aguardei com paciencia a colheita.

Serra:Como é ser pioneiro em uma causa tão grandiosa como essa?

Pr.:Primeiro precisa ter experiência. saber esperar em Deus, saber semear, e a colheita virá.A alegria da colheita não se troca, não se vende, não se compara a nada nessa vida.

Serra:Em sua opinião, o que mudou na Igreja nesses 40 anos?

Pr.:Primeiro eu vim em funçaõ do Reino de Deus, segundo eu vim para implantar os Batistas nacionais. Nesses 40 anos houve uma mudança sensível tanto em quantidade como em qualidade.

Serra:É dificil a missão de pastorear?

Pr.:Não é fácil e nem difícil! Se você é um vocacionado, se você é um chamado é fácil.O Senhor Jesus diz:As minhas ovelhas ouvem a minha vóz. o verdadeiro pastor não sabe fazer outra coisa melhor que pastoriar.

Serra:O Sr. acha que o ofício de pastor está sendo banalizado?

Pr.:Em certo sentido sim, mas nunca deixará de existir os verdadeiros pastores.

Serra:Até que ponto a igreja deve se envolver com a política há um limite para isso?

Pr.:Olha, a igreja não deve ficar marginalizada da política, também não deve se tornar um partido político. O pastor deve ter muita habilidade para saber equilibrar as coisas.

Serra:Como o Sr. avalia a atual postura da igreja diante das questõe políticas e de Estado?

Pr.:Eu creio que a igreja deve se empenhar em ser mais presente nas questões políticas e de estado. Deve ter uma influência maior, porque tudo depende das leis. se não tivermos unidade as leis podem seciar nossa liberdade.

Serra: Os evagélicos têm crescido em numero no Brasil, conquistado espaço na política e na mídia. O que há de positivo e de negativo nisso?

Pr.:Há muito de positivo. Quando o Evangelho chega, chega a boa cultura, desaparece a ignorância, o analfabetismo; aparece a liberdade, o temor a Deus. O ponto negativo é que precisa haver muito mais preparo,mais compreensão, mais unidade.

Serra:O que o Sr acha do uso da mídia pelas igrejas no Brasil, notadamente as neopentecostais?

Pr.:Olha há duas posições e são as duas erradas. A Primeiro é a igreja viver em funçãom da mídia. A segundo é a igreja pensar que não precisa da mídia. A mídia é de Deus. Não devemos deixá-la nas mãos do diabo, mas é preciso que a igreja saiba usá-la com equilibrio.

Serra: Em sua opinião, essas igrejas estão usando corretamente a mídia(na causa do Evangelho), ou cada uma defende um projeto particular de poder?

Pr.:Olha o fato delas viverem em funçao da mídia já é uma maneira errada de usá-la. É por isso que a propaganda é toda voltada para elas mesmas, porque cada uma defende seu próprio interesse. A mídia deve ser usada para cristianizar, não para fazer proselitismo.

Serra: O Sr. é contra ou a favor da legalização do aborto?

Pr.:Aí é questão de lei. Depende de como a lei vai ser feita. Em alguns casos eu sou a favor.Por exemplo, num caso em que se não fizer o aborto a mãe morre. Mata-se a mãe? Um outro caso é quando a criança não vai sobreviver no ventre.Faz-se o aborto ou deixa a criança morrer no ventre? Vai depender da legislação.

Serra:O Sr acha que a mulher tem o direito de decidir se deve ter ou não um filho mesmo após o início da gestação?

Pr.:Deveria antes ter evitado a gestação, já que não evitou não tem o direito.

Serra:O que o Sr. acha de igrejas evangélicas que oficialmente se posicionam a favor do aborto?

Pr.:Se se posicionam sem restrições, eu acho errado. Deve-se analisar se cabem as restrições.

Serra:O que o sr. acha da teologia da prosperidade e do uso que as diversas igrejas no Brasil têm feito dela?

Pr.:Muitas igrejas têm feito uso errado não apenas da teologia da prosperidade, como de muitas outras,isto não invalida a existência na Biblia de tal tema. Deus é próspero ou miserável, pobre, cego e nú?

Serra:Teologia da libertação, como o Sr. avalia essa corrente teológica?

Pr.:Eu creio na libertação do homem como um todo, corpo, alma e espírito. Como tal todos precisam ser libertos.

Serra:Quantos anos de convertido, Pastor Oséas?

Pr.:Cinquenta anos, sou bisneto de evangélicos.

Serra:Quantos anos de ministério?

Pr.:Quarenta e cinco!

Serra: O Sr. já sofreu perseguição política ou religiosa por causa do Evangelho?

Pr.:Sensivelmente não!

Serra: Suas considerações finais...

Pr.:Parabéns pela entrevista! se for juntar tudo dá um livro...

Artigo acadêmico NO FIO DA NAVALHA: MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DA PROFISSÃO DE BARBEIROS

PDF https ://drive.google.com/file/d/1GpEtU3BetVuF8FQCY9ZbEycJZvMkaxOF/view?usp=drivesdk NO FIO DA NAVALHA: MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DA ...