segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sarney leva o "Trofeu Algemas de Ouro" no facebook"

O senador José Sarney (PMDB-AP), venceu com folga o "Troféu Algemas de Ouro", idealizado pelo grupo anticorrupção Movimento 31 de Julho, do Rio de Janeiro. Sarney - apontado como mentor dos atos secretos do Senado, que quase o derrubaram da presidência da Casa em 2009 - obteve 4.143 votos (59,5 % do total) na enquete, que foi respondida pelo Facebook até ontem (15).
José Dirceu (PT) - tido como chefão do esquema do chamado "mensalão" petista - ficou em segundo lugar, mas nem chegou perto do oligarca maranhense: conquistou 1.315 votos (18,8% do total). O terceiro posto foi conquistado pela deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN) - flagrada num vídeo recebendo R$ 50 mil da corrupção na campanha eleitoral de 2006 no Distrito Federal.
As "premiações" dos três políticos mais votados (algemas de ouro, prata e bronze) acontecerão no baile pré-carnavalesco do "Pega Ladrão", marcado para a próxima quinta-feira (19), no Clube dos Democráticos, no bairro da Lapa, reduto da boemia carioca.
A organização do baile é do Movimento 31 de Julho e de outros grupos anticorrupção que, desde o ano passado, vêm promovendo manifestações por todo o Brasil.
Para eleger quem seria o político mais impune do Brasil, a enquete no Facebook sugeriu nove nomes. Além dos seis ministros do governo Dilma Rousseff demitidos após denúncias de irregularidades (Alfredo Nascimento, Antonio Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva, Carlos Lupi e Pedro Novais), completaram a lista José Sarney, José Dirceu e Jaqueline Roriz.
Os critérios para a escolha dos candidatos foram definidos pelos organizadores do concurso e estão explicados no blog do movimento (movimento31dejulho.blogspot.com). A votação termina hoje. Por enquanto, quem lidera a competição é Sarney, seguido por Dirceu e Jaqueline. Até sexta-feira, mais de 6 mil pessoas haviam votado. O baile de premiação será no Clube dos Democráticos, no bairro da Lapa, reduto da boemia carioca

fonte folhamaranhao.com

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Família Sarney toma conta de terras com petróleo e gás no Maranhão

Da Folhamaranhao.com

Dona de um patrimônio estimado em mais de R$ 250 milhões, boa parte na forma de imóveis e emissoras de rádio e televisão, a família Sarney abriu uma nova fronteira de negócios. Investe agora em terrenos situados em regiões do Maranhão onde há perspectiva de exploração de petróleo e gás natural. Os investimentos mais recentes se concentram em Santo Amaro, município localizado a 243 quilômetros de São Luís, na região dos Lençóis Maranhenses.
As áreas estão registradas em nome da Adpart Administração Ltda, empresa aberta em dezembro de 2007 e que tem como sócios o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma das netas dele, Ana Clara, filha do empresário Fernando Sarney. A Adpart "funciona" na casa de José Sarney, na Península dos Ministros, Lago Sul de Brasília.
O caso das terras de Santo Amaro desperta atenção pela polêmica que envolve as propriedades. Trata-se de um imbróglio que já foi parar até em delegacia de polícia. O problema é que as mesmas faixas de terra foram vendidas mais de uma vez - por pessoas diferentes e a compradores diferentes. Resultado disso: para um mesmo terreno, há mais de uma escritura e o nome do presidente do Senado está no centro da briga. Os vários "donos" das terras se acusam mutuamente de fraudar documentos. A disputa ocorre exatamente no pedaço de terra onde estariam localizadas promissoras reservas de gás natural.
A escritura em poder da família Sarney data de 2004. Pelo documento, o terreno foi comprado pelo próprio senador, representado na ocasião por procuração concedida a um de seus irmãos, Ronald Sarney. Mais recentemente, José Sarney decidiu transferir a propriedade para a Adpart, a empresa sediada em sua casa de Brasília - a mesma casa, no valor de R$ 4 milhões, que o senador deixou de declarar à Justiça Eleitoral em duas eleições consecutivas, como revelou o Estado.
O pobre município de Santo Amaro passou a ser alvo de especulação imobiliária nos últimos cinco anos, justamente por conta do prometido eldorado do gás. Os terrenos objeto do litígio em que Sarney está envolvido são contíguos à chamada "área de acumulação marginal de petróleo e gás de Espigão", leiloada em 2006 pela ANP, a Agência Nacional de Petróleo. No leilão, o campo esteve entre os mais disputados. A estimativa, à época, era de que ali haveria mais de 280 milhões de metros cúbicos de gás, algo que pode render dinheiro não apenas para as empresas que vão explorar o campo, mas também para os donos das terras - daí a razão da briga.
A assessoria do senador disse ao Estado que ele "comprou legalmente os terrenos" em Santo Amaro. "Ele desconhece que exista duplicidade. E, se existir, é má-fé, a ser resolvida na Justiça", afirmou em resposta dada por escrito.
Os terrenos na região dos Lençóis são uma pequena amostra do patrimônio dos Sarney. O senador não nasceu rico. Quando presidente da República, em discurso em São Luís, ele se emocionou ao lembrar da origem humilde: o pai teve de vender uma máquina de datilografar para mandá-lo estudar na capital. Há mais de 40 anos no comando da política maranhense, foi o senador quem fez a fortuna da família. O principal negócio veio da própria política: as concessões de TV e rádio que fazem dos Sarney os proprietários de um pequeno império de comunicação, o maior do Maranhão.
A Rede Mirante, afiliada da Rede Globo, possui geradoras e repetidoras espalhadas por todo o Estado. As rádios da família também se disseminam pelo Maranhão. O conglomerado de mídia dos Sarney inclui ainda o maior jornal local. Estima-se que só o valor de mercado dessas empresas ultrapasse os R$ 200 milhões. A família também possui uma vasta carteira imobiliária. São casas, terrenos, apartamentos e áreas rurais que se espalham pelo Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília.
BENS
Curiosamente, essa fortuna passa longe das declarações de bens do patriarca, José Sarney (leia abaixo). Embora seja o grande responsável por construí-la, o senador faz questão de deixar a maior parte do patrimônio em nome dos filhos. Em suas declarações, não há referência a uma ação sequer das empresas de comunicação, por exemplo. A ilha de Curupu e a casa colonial que Sarney construiu num dos pontos mais valorizados da orla de São Luís também estão fora de suas listas de bens. O expediente é sempre o mesmo: Sarney repassa os ativos aos filhos por meio de doações. Um exemplo ilustrativo é o da ilha de Curupu.
A ilha foi uma herança da família de Marly, mulher do presidente do Senado. Foi, na origem, uma doação a frei Francisco Mata Borges, no século 18. Tem 16 quilômetros quadrados. Está num pedaço espetacular do litoral do Maranhão, onde é possível chegar apenas de barco ou helicóptero. Durante anos, era uma propriedade quase intocada. Depois que Sarney assumiu a Presidência da República, em 1985, a família resolveu erguer ali seu refúgio particular.
Em Curupu, onde Sarney foi descansar assim que começou o recesso parlamentar, há três casas. São interligadas por passarelas suspensas que servem a quem quer ir de uma casa à outra nos horários de maré cheia. Uma das casas foi construída pela filha de Sarney, Roseana, e pelo marido, Jorge Murad, há menos de dez anos - tem 12 quartos e estrutura de madeira de lei. Possui um atracadouro, construído no fim de um canal dragado especialmente para permitir que as embarcações da família possam se aproximar.
DE CIMA
Só é possível ter uma ideia da estrutura construída pelos Sarney olhando a ilha de cima. Os moradores dos povoados perto de Curupu não fazem ideia do que tem por lá. A mata em volta das casas não permite ver a área privativa. "Eles não deixam andar por lá, não. Eu nem sei como é lá dentro", diz Aldeniron Rodrigues Santos, 41 anos, que toma conta de uma casa de veraneio do outro lado da baía e costuma pescar nas proximidades de Curupu. "Só vejo o movimento de barcos quando tem alguém dos Sarney lá", conta

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Assassino e Série Francisco das Chagas tenta escapar da prisao por um buraco

Jornal pequeno
O mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, de 45 anos, serial killer conhecido pelo Caso dos Meninos Emasculados, nos estados do Maranhão e Pará, tentou fugir na manhã de ontem do Presídio São Luís de Segurança Máxima, em Pedrinhas.
Foto: Arquivo
Francisco das Chagas
O preso, que responde a 40 homicídios praticados entre 1991 e 2004 e que já foi condenado há mais de 300 anos pelos crimes cometidos, segundo a Secretaria Adjunta de Estabelecimento Penais, teria feito um buraco, aproveitando o ralo de um dos banheiros da cela 3 do Pavilhão Especial.
A fuga foi frustrada por meio de um interno que discretamente avisou aos agentes acerca do que estava acontecendo. O efetivo da unidade prisional deslocou-se até o pavilhão e retirou, além de Francisco das Chagas, outros dois detentos que participariam do plano de evasão. Os dois foram identificados como Maciel Cutrim Alves e Carlos Henrique F. Mondego. Todos foram levados para o Bloco Reflexão, onde já cumprirão sanção disciplinar de 10 dias. O secretário João Bispo Serejo informou que o pavilhão ficará fechado para manutenção

Artigo acadêmico NO FIO DA NAVALHA: MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DA PROFISSÃO DE BARBEIROS

PDF https ://drive.google.com/file/d/1GpEtU3BetVuF8FQCY9ZbEycJZvMkaxOF/view?usp=drivesdk NO FIO DA NAVALHA: MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DA ...